quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Déficit


  O que vem a ser o déficit ou, então chamado défice? Quando encontramos o saldo negativo em um orçamento, o termo que utilizamos em contabilidade para caracterizar é esse de origem latina. Acontece quando as despesas ultrapassam os ganhos; com o saldo negativo chamamos o orçamento de deficitário.

Déficit Comercial - Na balança de pagamentos, transações com o resto do mundo, quando o valor total das importações supera o das exportações ocorre o déficit da balança comercial.

Déficit em conta corrente - É a diferença entre poupança total e o investimento total do país da balança de pagamento, que é refletido no contexto macroeconomico. Incluimos as transações comerciais de um país com o resto do mundo, as transações em serviços e as chamadas transferências unilaterais que são basicamente doações.

Déficit Fiscal - Quando as despesas do governo são maiores que as receitas, temos um déficit nas diferenças entre todas as receitas e suas depesas; concluindo é quando arrecadamos menos do que se gasta.

Déficit Nominal - O déficit total inclui, além do resultado operacional, os gastos com juros, um processo de extinção de uma dívida através de pagamentos periódicos e a correção da dívida pública. Inclindo os efeitos da correção monetária e cambial nas despesas e nas receitas é a necessidade de finaciamento do setor público.

Déficit Primário - Quando as despesas operacionais superam as receitas operacionais, surge o déficit primário. Sabendo que o orçamento da União, assim como dos estados e dos municípios, é dividido em receitas e despesas.

Déficit Orçamentário - Havendo distinção entre déficit previsto e o déficit da execução orçamentária, é a despesa maior do que a receita.

Déficit Previdenciário - Quando temos a arrecadação da previdência menor que os gastos da mesma.

Déficit Público - Este ocorre quando o valor das despesas dos governos é maior que as suas receitas, gastam mais do que arrecadam por um determinado período de tempo. A maioria dos economistas dizem que gera a emissão de moeda, e, portanto, a inflação e o desarranjo do sistema produtivo. O processo acaba desembocando nas máquinas da Casa da Moeda.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Superavit ou Superávite primario. O que seria?


   Você sabe o que é superavit primário? É conhecido em economia como a diferença positiva entre a receita e a despesa na balança comercial de um país, esta passa a ser superavitária, sobrando capital para reinvestir no próprio sistema financeiro. Para elevar o superavit primário o governo, como qualquer empresa tem um teto, então corta os gastos e poupa para aumentar a diferença entre a arrecadação e o gasto.
   Sabemos que alguns países gastaram mais do que conseguiram arrecadar e estão em crise,  a Grécia é um exemplo de país europeu, hoje, em crise.  Seria uma solução para a Grécia fazer uso do superávite primarário e lucrar mais do que gastar, no momento.Os investidores passaram a desconfiar da Europa em 2007 quando existiam suspeitas de que o mercado imobiliário dos EUA vivia em uma bolha. Então temia-se que os bancos americanos e também europeus possuíam ativos altamante arriscados, afinal haviam títulos financeiros vinculados a uma commoditie (como ouro, soja ou gado) garantindo um valor mínimo ao papel em baixa qualidade de hipotecas.
   

domingo, 25 de setembro de 2011

Por que os jovens não têm interesse por economia?


Por Gabriella Correa

   A economia está em todas as partes de nossas vidas, mas, por que será que não temos tanto interesse em aprofundar os nossos curtos conhecimentos, nesse assunto tão cotidiano? Se você sair por ai perguntando aos nossos jovens, a resposta que vai ouvir da grande maioria é que a economia não é um assunto simples e que chame a atenção de quem não domina os termos técnicos, que são muito específicos, apenas para quem entende e domina o tema. E se eles gostassem, iriam para um curso específico a fim de aprender mais.

Hoje estamos vivendo em uma sociedade de consumo que pensa muito no presente e pouco no futuro, esquecendo que ele está logo ali no outro lado da rua. Ficando “por fora” da economia não sabemos de vários assuntos interessantes e que poderia até nos ajudar com boas ideias financeiras. Mauro Halfeld que é engenheiro, professor universitário e analista financeiro pensa que é possível sim até ficar milionário somente poupando, e afirma que teoricamente não é tão difícil; então escreveu em “De Olho nas Finanças” o seguinte: “Supondo uma remuneração de 8% ao ano acima da inflação, um jovem de 20 anos precisa poupar R$ 7 por dia até os 65 anos para acumular R$ 1 milhão, já corrigido pela inflação.” Comenta que é a taxa paga pelo Tesouro Direto em títulos de longo prazo. Mas será que um jovem de 20 anos, atualmente, vai pensar em guardar seu dinheiro para quando ficar mais velho? Sabemos que na maioria dos casos não, afinal a nossa sociedade vive o momento. Hoje o que presenciamos é a “grande moda” do descartável. Onde compramos um celular novo a cada três meses, ou em um intervalo de tempo ainda menor, afinal tudo fica ultrapassado muito rápido e, é justamente feito para durar pouco.
   Marcela Araújo de 22 anos, aluna do último período de Publicidade e Propaganda da FACHA opinou a respeito da abordagem do tema. — Eu não tenho interesse em ler sobre, porque realmente não me agrada. Economia tem muita matemática, e eu não gosto de números. Creio que, se tivesse uma linguagem mais simples e coloquial, ou seja, mais informal acredito que não se tornaria tão chato como é com tanta formalidade. —
O que pensa atualmente a respeito da nossa economia brasileira? — Acho que a economia no Brasil caminha bem, está evoluindo a cada dia que passa e com isso melhora o país. Mas não posso falar muito a respeito da economia, mesmo sendo a brasileira, afinal eu não gosto de ler sobre o tema que é complexo em sua linguagem numérica. — Conclui.
   Seria o ideal ter as “duas portas abertas”, com a intenção de se ter a oportunidade de ver o tema em uma linguagem mais simplificada para auxiliar os iniciantes na leitura; então não podemos afirmar que realmente só o que falta é interesse na participação, mas também estamos carentes de um pouco de mudança na abordagem das matérias. O que seria para alguns, consideradas “risíveis” ou superficiais, mas para outros que são leigos no assunto, seria um bom caminho para iniciar o hábito e não ficar totalmente desligado dos acontecimentos econômicos no nosso próprio país, e também nas notícias econômicas do exterior que afeta diretamente o Brasil, e os brasileiros aos extremos.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Copom


   
   O Copom é o Comitê de Política Monetária do Banco Central. A função desse grupo é definir as diretrizes da política monetária e a taxa básica de juros do País. As reuniões do grupo são mensais, dividindo-se em dois dias. A relação dos juros está ligada a inflação, e o BC sofre muita pressão política, inclusive do presidente. No entanto, se não se mantiver fiel ao papel de guardião da moeda, cujo maior inimigo é a inflação, perde seus melhores instrumentos: a credibilidade e a autonomia.       
  São essas qualidades que dão ao mercado a certeza de que as medidas, quando necessárias, serão tomadas independente do humor do governo e dos partidos. Se o BC se rende às pressões, sua autoridade cai em descrédito, arriscando o mercado a fixar novos preços. 
   Quanto mais alta é a taxa de juros, mais ela dificulta o crédito ao consumidor e ao setor produtivo. Com mais barreiras ao financiamento de compras, a procura por produtos à venda diminui. Por exemplo, uma pessoa que deseja comprar uma geladeira, mas não consegue financiamento porque os juros estão altos demais. Logo, essa pessoa deixará de comprar a geladeira, fazendo o produto ficar parado no depósito da loja. Para essa loja conseguir vender o seu produto, terá que reduzir o preço, fazendo a inflação cair; a queda de juros dá ânimo à economia, significa um sinal importante para o setor produtivo e certamente melhora o cenário futuro.




quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Inflação ontem e hoje


 A inflação é popularmente conhecida como o aumento geral dos preços; mas em economia é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Analisando os efeitos internos e externos da inflação percebemos: externamente, a inflação se traduzindo mais por uma desvalorização da moeda local frente a outras, e internamente ela se exprime mais no aumento do volume de dinheiro e no aumento dos preços. Antigamente o governo não tinha metas na inflação, pois havia perdido o controle, podemos refletir como era muito pior que hoje em dia.
 Um exemplo simples de inflação é o aumento de preços nos alimentos em determinadas épocas, quando são produzidos em grande volume e a procura é pequena, os preços tendem a cair; e quando existe uma grande procura e um volume pequeno o preço aumenta, é valorizado com a pequena quantia existente em circulação. 
 Entendendo então o que é a inflação vamos pensar no Brasil de hoje, onde existe uma bolha imobiliária impulsionada pela política de expansão do crédito do governo e pela alavancagem dos bancos. A inflação é controlada pelo Banco Central do Brasil através da política monetária que segue o regime de metas de inflação. A economia brasileira sofreu um proceso de hiperinflação nos anos 80, que continuou até o ano em que foi criado o Plano Real e a moeda mudou para o real (R$), atual moeda do Brasil; então hoje ouvimos que o combate à inflação é prioridade do governo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Entendendo a crise



No final do século XIX, foi publicado um livro na Inglaterra chamado Lombard Street, em que se discutiu pela primeira vez o que fazer no caso de crises bancárias. Seu autor, Walter Bagehot, escreveu que uma crise como essa passa por três fases: o alarme, quando o público percebe que uma ou outra instituição está fragilizada e pode quebrar, o pânico, quando se desconfia que todo ou quase todo o sistema financeiro pode estar abalado, e a loucura, quando cada um se convence que não há mais salvação e é o salve-se quem puder. Nesse esquema, os Estados Unidos, e, a partir dali, o mundo todo, podem estar no limiar entre o pânico e a loucura. Há muito tempo não se vivia uma situação tão perigosa e de desdobramento tão incerto como vivemos hoje.
Quem não estuda as lições da história está fadado a repetir seus erros; os economistas esqueceram os eventos da Grande Depressão e o colapso de mercados financeiros não respaldados, que se seguiu à prosperidade dos "Frenéticos anos 20". Pois a história se repete, com o crescimento de mercados desregulados e com a prosperidade dos anos 1990 desembocando, em 2008, na maior recessão desde a grande depressão. 
Em dezembro de 2007 o Wall Street Journal indicava que o ex-presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, um forte proponente da Teoria do Mercado Eficiente (Efficient Market Theory, ou EMT) recomendava aos políticos que nada fizessem para prevenir uma possível recessão que poderia estar quase chegando, em consequência da confusão nos empréstimos sub prime a mutuários. Greenspan recomendava que deixassem o próprio mercado resolver o problema “deixando que os preços da habitação (e as garantias anexas às hipotecas) caiam até que os investidores os vejam como pechinchas e comecem a comprar, estabilizando assim a economia”. 
Similarmente, em um artigo de 14 de dezembro de 2008 no New York Times (“Depois Que o Dinheiro Sumiu”), o ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2008, Paul Krugman, definia o problema da casa própria como um caso em que o preço da habitação excedia a “proporção normal” relativa à renda ou ao rendimento. Como Greenspan, Krugman nada sugeria que os políticos pudessem fazer para aliviar o transtorno causado pela bolha habitacional deflacionária. Ao contrário, Krugman acreditava, aparentemente, que um eficiente mercado habitacional acabaria caindo 30% e a normalidade seria restaurada.